Em primeiro lugar
tarô é tarô. Coloque 500 tarôs e 500 livros de tarô lado a lado. As cartas
parecerão diferentes à primeira vista, mas todas terão os mesmos simbolismos
básicos. Agora pasmem: todos os livros trarão as mesmas informações. Eu nunca li
ou soube que o Carro (arcano 7) é final
de um ciclo ou que
a Torre
(arcano 16) é a felicidade.
Não importa qual "tipo" de tarô você esteja usando, pois o Carro será
sempre a vitória, o crescimento, a determinação e a Torre simbolizará as transformações e/ou dificuldades para a
realização dos fatos.
Clique para analisar as
imagens do arcano 2, A Sacerdotisa, e repare que em todos os arcanos
sempre será figurado por uma mulher sentada, com vestes sacerdotais,
livros ou chaves nas mãos >>>
( VEJA AGORA!).
Em segundo lugar não se pode ter uma visão diferente do tarô. O arcano tem um conceito que não pode ser alterado, aliás, em nenhum livro ele é mudado.
Quando alguém se reporta ao tarô da seguinte forma: "a minha visão de tal arcano é assim ..."
reflete um equívoco da analise do tarô e de sua estrutura, símbolos ou
história. Devemos evitar
explicar um símbolo por outro; ou seja, ensinar o tarô através da cabala, o tarô através da numerologia, o tarô através da astrologia, o tarô através da mitologia. Os arcanos do tarô são ricos em atributos próprios não necessitando aplicar outros conceitos, basta analisar unicamente seus simbolismo !
Até hoje eu não conheci
ninguém que tenha estudado o tarô através da cabala e tenha aprendido o
que é tarô ou como usá-lo adequadamente. O que observo é uma análise
cabalística, que qualquer estudante de cabala o faz sem precisar estudar o
tarô. O mesmo acontece com quem aprende o tarô através da astrologia - a
linguagem é astrológica. O mesmo surgindo com todas as outras áreas
assimiladas. Sempre faltará uma linguagem atual, moderna, acessível a
todos que consultam este maravilhoso oráculo. Agindo assim, os arcanos do
tarô perdem sua força simbólica, sua amplitude, seu valor real.
Finalizando:
não sou o dono da verdade, nem quero ser, mas tenho pesquisado, nos últimos anos
em bibliotecas e museus de vários países, bem como a vasta literatura sobre a
história e símbolos do tarô, e tudo o que me é acessível. Na última década têm
aparecido muitas pessoas, pensando como eu, ou eu igual a elas, de qualquer
forma os pesquisadores dos símbolos do tarô estão preocupados com uma possível
deformação simbólica do pouco que conhecemos, mas estamos abertos para uma
evolução simbólica estruturada em uma visão filosófica, espiritual e histórica.