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Tarô
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Apesar do empenho dos estudiosos e da boa literatura que já foi escrita sobre o assunto, a origem do tarô insiste em permanecer na obscuridade. Egípcios, chineses, indianos, hebreus e outras civilizações foram indicados como os que teriam, em tempos bem remotos, concebido as cartas do tarô. Há até os que aceitam sua invenção na Europa Medieval, com o intuito de servir de diversão à Corte Real, mas ninguém sabe ao certo de onde vieram ou se foram desenvolvidas por um sábio iluminado da Renascença.

 

Um fato indiscutível é que suas figura agregam formas simbólicas de muitas civilizações, lendas, tradições e mitos, podendo ser transferidas para condições universais. Embora o tarô seja visto como modismo em nossa era, existem literaturas e estudos desde o século XIV; ou seja, temos mais de setecentos anos de publicações sobre o assunto. O Mago, Tarô de Jacques Vieville - 1634, Paris.

       

Fatores históricos importantíssimos:

A primeira denominação para o conjunto de cartas do tarô surgiu por volta de 1390 com o nome de LUDUS CARTARUM; em meados de 1400 se chamou NAIBIS. Depois, por volta de 1450 foi denominado de TAROCCO, pelos italianos. Somente a partir de 1590 foi chamado de TAROT, pelos franceses (não pelos egípcios!!). Também, inicialmente carta do tarô era chamada de TRUNFOS (1450) e mais tarde denominou-se ARCANO (1860).

 

O primeiro tarô com simbologia e/ou referência hebraica (cabala) surgiu em 1889 (Tarô de Oswald Wirth, Londres, Inglaterra); também, o primeiro tarô com iconografia egípcia foi lançado em 1896 (Tarô de Falconnier, Paris, França).
 

 

  SÉCULO XV

   SÉCULO XVI

Tarô de Visconti-Sforza - Bib. Pierpont Morgan, NY.
Tarô de Gringonneur - Bib. Nac. da França, Paris
Cartas de Guidhall - Galeria Guidhall, Londres
Cartas de Rothschild - Museu do Louvre, Paris
Cartas de Tarocchi - Biblioteca Nac. Torino, Torino

Cartas Italianas - Museu Metropolitano de NY, NY
Cartas de Veneza - Museu de Arte Popular, Roma
Cartas de Agnolo Hebreu - Museu Britânico, Londres
Cartas de Sola Busca - Museu Britânico, Londres
Cartas Catelin Geofroy - Museu de Artes, Frankfurt

  SÉCULO XVII   SÉCULO XVIII

Tarô de Jac. Vieleville - Bib. Nac. da França, Paris.
Tarô Jean Noblet - Bib. Nacional da França, Paris
Tarô Parisiense - Bib. Nacional da França, Paris
Tarô de François Chasson - Bib. N. da França, Paris
Tarô de Marselha - Museu de Marselha, França.

Tarô de Pierre Madenié (1709)
Tarô de Claude Tomasset (1731)
Tarô de Grimaud (1748)
Tarô de Cloude Burdel (1751)
Tarô de Bernard Schayer (1784) entre tantos

  SÉCULO XIX LEMBRETE

Tarô de Jean Gerger (1800)
Tarô de Jacques Burdel (1813)
Tarô Suíço 1JJ (1865)
Tarô Clássico (1889)
Tarô de Oswald Wirth (1889) 
Tarô de Falconnier (1896) 

Todos os tarôs dos séculos XVIII e XIX  ainda são editados e podem ser encontrados em livrarias especializadas, seus originais estão em poder de colecionadores particulares.

     
 

Texto baseado no livro "Curso Completo de Tarô, Nei Naiff - Ed. Nova Era"   

 


  


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