3ª lição
Classificar é preciso...
Quando iniciamos os estudos, temos dificuldade na escolha de um tarô. São tantos sendo reproduzidos, e a cada ano surgem mais e mais. Embora encontremos mais de 500 tipos de tarôs nos principais catálogos internacionais (USGames-Estados Unidos, AGMüller-Alemanha, Lo Scarabeo-Itália), e talvez possamos estudar o tarô por diversos caminhos, a função última (o oráculo) será idêntica em qualquer modelo que escolher jogar. No entanto, a ansiedade faz com que se deseje o mais "moderno, corrigido e poderoso". Não, não existem. Seja sempre tautológico: tarô é tarô. Todos funcionaram da mesma forma. O destino não será diferente ao empregar um tarô A ou B, pense nisso.
Tarô clássico
Neste grupo podemos incluir desde os tarôs mais antigos, datados do século XIV, até os dias atuais - basta conter denominações e imagens básicas. Possuem simbologia tradicional↓ com fácil reconhecimento do arcano. As 78 cartas, invariavelmente, terão, em qualquer tipo, as mesmas alegorias. Dentro desse grupo também podemos catalogar os tarôs estilizados↓ que sem perderem a simbologia peculiar contribuem para uma renovação artística.
Tarô étnico
A década de 1960/70, com o avanço do pensamento científico (psicologia, sociologia, antropologia), possibilitou uma visão diferente perante o mundo simbólico do tarô. Baseada em conceitos arquetípicos, ela contrói uma ponte entre os mitos e os significados dos arcanos. Também denominados transculturais↓, as imagens e as explicações não mais seguem um padrão secular (clássico); mas de significados culturais oriundos de alguma mitologia (grega, chinesa, egípcia, céltica, ameríndia etc.) em uma analogia com os arcanos de tarô (transposição de valores).
Tarô fantasia
Com a crescente demanda de ávidos consumidores, as editoras passam a contratar artístas plásticos para criarem, cada vez mais, novos e inovadores conjunto de cartas. A partir da década de 1980, surgem tarôs que fogem aos conceitos tradicionais, mas também não fazem alusão a mitologia alguma. Alguns chegam a perder força simbólica e se fragmentam no estudo/analise. Também podemos classificá-los de surrealistas↓, pois estão além da imaginação comum e requerem um forte conhecimento estrutural dos tarôs clássicos para identificá-los.