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O
relógio afetivo!
Casamento – relacionamento – amor – fraternidade
são situações distintas, podem ou não estarem
em equilíbrio. O casamento é um contrato jurídico (eixo material) que foi
projetado através do relacionamento (eixo mental) e/ou amor (eixo
sentimental) que podem ou não desenvolver harmonia entre si ou com a paz
interior, compreensão e fraternidade (eixo transcendental). Óbvio que
quando todos esses universos estão em equilíbrio temos nosso bem estar,
vivemos com alegria e fidelidade, educamos com maestria os filhos,
adquirimos propriedades, prosperamos, somos felizes; assim, percorre-se o
Caminho do Prazer ou da Evolução que foi relatado no livro "Onde
está minha felicidade? Editora Nova Era".
Agora, quantas pessoas casam em situação de gravidez sem estarem
preparadas ou uma das partes não desejarem? Muitas. Quantas pessoas pensam
que o casamento traz o amor do parceiro, que basta um amar? Outras tantas.
Quantas juram amor, fidelidade, eternidade e, depois, traem, humilham,
abandonam? Mais um monte. Quantos divórcios existem em que a contínua
vingança e rancor não deixam a vida continuar e os filhos serem felizes?
Milhares. Quantas pessoas trocam o “amor” de seu casamento pela “paixão”
ao trabalho? Tudo bem quando se ama os dois ao mesmo tempo, mas a relação
tem que ter a prioridade do “amor”. Contudo, são bases erradas de qualquer
relacionamento; pensar o contrário é viver em ilusão e no Caminho da
Dor que, também, foi relatado no livro "Onde está minha felicidade?".
Minhas avós sempre diziam: antes de casar,
sussurramos: “meu bem...”, depois da separação, clamamos: “meus bens!...”.
Ou seja: casamento não é garantia de felicidade; o amor não é compromisso
do matrimônio; os filhos nunca serão a segurança de uma união duradoura.
Também, só o amor ou a paixão não basta para nutrir uma união cível,
principalmente quando este “amor” só pertence a uma das pessoas, seja por
possessividade ou porque somente uma tenha o clamor pela outra. Amor,
carinho e afeto devem ser uma via de mão dupla, vai e vem. Quando um não
quer, dois não fazem, já diziam minhas avós. Ou seja: o amor é
indivisível, não podemos amar por dois, cada um deve amar a seu modo, cada
qual estabelecer os limites de suas prerrogativas afetivas e aceitar o
outro como ele é, não como nós queremos que ele seja.
Todos sabem, ou deveriam saber, que o amor
e o sexo se transformam em afeto, depois em carinho, cumplicidade e
terminam numa relação fraterna! Loucos os que perseguem a paixão a vida
inteira ou que saem de uma relação à outra sem se importarem com os
estragos que deixaram para trás. Na realidade nunca irão estabelecer um
compromisso porque não desejam viver o universo material, só o
sentimental. Somente quando o casal consegue estabelecer metas em comuns,
afetividade mútua, expressão verdadeira de suas almas, respeito e
tolerância nas diferenças, é que eles conseguem preservar o casamento
baseado na felicidade; pois se alcança a fraternidade e o respeito.
Quando estivermos preparados para entender
que ao contrair um matrimônio assinamos apenas um contrato jurídico e não
uma posse afetiva ou a eternidade do relacionamento, já estaremos muito
mais próximos de garantir a segurança e paz interior.
Crônica baseada no livro
"Onde está minha felicidade? Nei Naiff - Ed. Nova Era".
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Nei Naiff
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- Lei Federal 9610 de 19/02/98
Sucesso
em seu caminho de luz! O autoconhecimento é a única evolução!
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